sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Neuropsicologia ajuda no diagnóstico precoce de Alzheimer

Perda de memória não é própria do envelhecimento. Problema precisa ser investigado

À medida que a população envelhece, cresce a incidência de demências, dentre elas, a Doença de Alzheimer. Um dos desafios lançados aos profissionais de saúde é o de assegurar um diagnóstico preciso e formas de tratamento visando à qualidade de vida desta população. Diante dessa realidade, faz-se necessário realizar um diagnóstico precoce para que se obtenha maior eficácia no tratamento, destaca a psicóloga Silviane Andrade, especialista em Neuropsicologia.

Diante da dificuldade de chegar a um diagnóstico, descreva a importância do tratamento precoce e das possibilidades de melhorar a qualidade da vida do paciente. Ao falarmos em diagnóstico precoce, estamos nos reportando a uma fase anterior à instalação da demência, que é o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL). O CCL é de difícil diagnóstico, uma vez que se confunde com o envelhecimento normal, já que os déficits são ainda muito sutis e, como no processo de envelhecimento, há um rebaixamento da memória (próprio da idade), isso mascara os sintomas do CCL. Muitas pessoas pensam que, pelo fato de estarem envelhecendo, é normal terem problemas de memória. Porém, isso não é verdadeiro, pois pode haver uma diminuição de memória, mas até determinado limite. Além desse limite, já se configura como patologia, devendo ser investigada e tratada. Para tanto, a Neuropsicologia é uma ciência nova que vem contribuir sobremaneira para esse diagnóstico.

O que é Neuropsicologia e suas áreas de atuação? É uma área da ciência relativamente recente que surgiu da confluência da neurologia com a psicologia e que tem duas vertentes: a avaliação neuropsicológica e a reabilitação neuropsicológica. Ela atua tanto no diagnóstico de doenças neurológicas (demências, parkinson, AVC, epilepsia, TDAH, distúrbios de aprendizagem, etc.) e psiquiátricas (depressão, transtorno bipolar, etc.) e no tratamento das mesmas.

No que consiste uma avaliação neuropsicológica? Trata-se de um exame feito por psicólogos especializados em Neuropsicologia, por meio do qual é feito um mapeamento cerebral, em que são avaliadas as funções cerebrais superiores do paciente, como memória, atenção, raciocínio, linguagem, percepção, ou seja, todas as funções responsáveis pela eficiência intelectual. O exame possibilita quantificar as alterações dessas funções, assim como verificar se essas alterações estão compatíveis com a idade ou se já se configuram como um déficit. Para um bom funcionamento da memória, há um envolvimento de motivação, atenção e intenção. No caso das pessoas que não possuem um humor positivo (depressivas ou ansiosas) tendem a apresentar dificuldades de memória bastante graves, não conseguindo organizar seu dia-a-dia de forma adequada. Por isso, a avaliação neuropsicológica é importante, uma vez que possibilita um diagnóstico diferencial entre problemas de memória decorrentes de depressão (quadro extremamente comum no idoso), ou se são decorrentes de demência. Realizando o diagnóstico e encontrando alteração de memória, mesmo que ainda sutil, existe a reabilitação neuropsicológica, cujo objetivo é estimular a memória e as demais funções cognitivas para que o déficit não evolua de forma intensa e rápida, e assim, possa retardar a instalação da demência. A reabilitação também atua no tratamento das pessoas que já foram diagnosticadas com demência.

Como é realizada a reabilitação neuropsicológica em pacientes com Alzheimer? É feita por uma equipe multi e interdisciplinar formada por neuropsicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos etc. A reabilitação neuropsicológica consiste no atendimento psicoterápico, na estimulação cognitiva, atendimento em grupo e no apoio aos familiares.

Qual a importância de cada um deles? A psicoterapia se faz necessária quando há comorbidades, ou seja, associação da demência com depressão, pois além de trabalhar as perdas sofridas, ajuda no enfrentamento da nova realidade na vida do paciente e familiares. A estimulação cognitiva baseia-se no que as neurociências têm descoberto recentemente sobre a neuroplasticidade, que é capacidade do cérebro de se regenerar mediante seu uso e potenciação: no sentido de moldar o cérebro através da atividade. Daí propõe-se atividades que estimulem não apenas a memória, como as demais funções responsáveis pelo bom funcionamento intelectual. Pois o que acontece é que o ser humano, após aposentar-se e, à medida que avança em idade, tende a diminuir seu contexto profissional e social, fazendo com que não use e nem estimule mais seu cérebro. Uma comparação grosseira que podemos fazer é quando utilizamos um eletrodoméstico (ex: liquidificador), e passamos um ano sem usá-lo. Quando formos ativá-lo novamente, ele não funcionará mais, pois estará enferrujado. É como se acontecesse mais ou menos assim com o cérebro, quanto mais utilizamos o cérebro no nosso trabalho, em leituras, atividades intelectuais, melhor ele funciona, pois precisa de estímulos e, quando não recebe mais esses estímulos, acaba por atrofiar.

E como é realizado o atendimento em grupo e sua importância no contexto geral do tratamento? É extremamente importante, pois como o idoso tem seu contexto social reduzido, o atendimento em grupo possibilita uma ressocialização, na qual o paciente pode criar novos laços de amizade, sair para outros lugares. Costumamos levar os pacientes para visitar museus e exposições, estimulando sua criatividade e atividade expressiva, como forma de tornar o tratamento uma atividade prazerosa. Pois como diz uma de nossas pacientes que tem Alzheimer, em fase moderada, ao chegar para o atendimento em grupo: ´eu não sei o que vim fazer aqui, mas quando chego aqui, eu gosto tanto´. Resgatar esse sentimento de alegria e de que, mesmo com demência, pode-se dar qualidade de vida a esses pacientes é o nosso grande objetivo. Por fim, não há como tratar um paciente de Alzheimer e não cuidar da família. Realizamos reuniões mensais com os familiares de pacientes, momento no qual prestamos esclarecimentos sobre a doença, assim como propiciamos um espaço de desabafo dos familiares-cuidadores sobre as experiências vividas por essa doença, tão sofrida para todos.

De quais ferramentas o neuropsicólogo lança mão para realizar a estimulação cognitiva e conseguir a ativação cerebral? Numa sessão de grupo, por exemplo, iniciamos com uma fase de relaxamento, cujo objetivo é esquecer preocupações e ajudar a se concentrar nas tarefas que serão propostas. A seguir, realizamos as atividades de estimulação e, por último, explicamos como e quais as áreas que as atividades realizadas ativaram o cérebro. Portanto, a estimulação cognitiva lança mão desde o fornecimento de informações de como o cérebro funciona ao próprio paciente como, por exemplo, os fatores que interferem na memória, como estresse, preocupação, desinteresse, falta de motivação, entre outros, até a realização de atividades que promovam a estimulação das várias esferas cognitivas. Para ajudar na orientação têmporo-espacial, propomos estratégias compensatórias como agendas, cronogramas, calendários. Para a memória, podemos solicitar que resgatem informações de histórias contadas previamente, que falem sobre atividades realizadas no dia anterior ou o que tem para fazer no dia seguinte (que estaria relacionada à memória prospectiva). Para estimular linguagem, podemos dar algumas letras aleatórias e solicitar que formem o máximo de palavras com essas letras. Para a percepção, podemos pedir que o paciente procure um estímulo específico no meio de vários outros. Enfim, esses são apenas alguns exemplos dentro de uma infinidade de outras atividades que possibilitam a estimulação cerebral. Ao longo do tratamento, também incluímos atividades artísticas/expressivas que ajudam a estimular o hemisfério cerebral direito do paciente.

Qual a real necessidade de se manter o cérebro sempre em atividade? Manter o cérebro sempre ativo pode ajudar a retardar a instalação da doença, pois como a demência é uma doença degenerativa e para a qual ainda não há cura, é importante estar sempre realizando atividades intelectuais. Uma vez que as conexões entre os neurônios estejam bem consolidadas, mais tempo levará para elas se desfazerem, ou seja, mais tempo o cérebro ficará funcionante. Isso é o que chamamos de reserva intelectual, na qual as pessoas que usarem mais o cérebro terão mais proteção em relação aos sintomas demenciais. Para isso, realizamos também um trabalho com idosos que ainda não apresentam problemas demenciais, mas que já apresentam algumas queixas de memória. O objetivo principal é ativar o cérebro, protegendo-o.

Qual a idade média desse grupo ou a partir de qual idade os que possuem histórico familiar de Alzheimer ou demências devem observar mais atentamente o comportamento do cérebro/memória?

A idade considerada crítica é a partir dos 65 anos, pois é quando aumenta a incidência dos estados de demências em geral. Portanto, quem perceber nessa faixa etária o surgimento de alterações de memória ou que tiveram antecedentes de Doença Alzheimer na família, estão aptos e podem se beneficiar do trabalho de estimulação cognitiva.O importante é investigar os níveis dessa perda.

Fique por dentro

A doença pode manter-se invisível durante anos Forma mais comum de demência, a Doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer. Acomete geralmente pessoas acima de 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também em pessoas de outras faixas etárias. O número de portadores é crescente no mundo inteiro.

Embora existam pontos em comum, cada paciente sofre a doença de forma única. A perda de memória é o sintoma primário mais freqüente. A dificuldade maior em fechar o diagnóstico reside no fato de os primeiros sintomas serem confundidos com problemas decorrentes da idade ou de estresse.

Com o avançar da doença, aparecem novos sintomas: confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e das funções motoras. A doença pode se desenvolver em um período indeterminado de tempo.
Fonte: Avol - www.assistiva.org.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vídeo de TDAH

VÍDEO EXTREMAMENTO IMPORTANTE PARA CONHECER O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇAO!!!


Avaliaçao neuropsicológica nas Epilepsias


Epilepsia é uma doença neurológica, podendo ser progressiva em alguns casos, sendo caracterizada por crises convulsivas recorrentes afetando 1% da população mundial. As crises convulsivas são uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para outras regiões do cérebro levando a uma alteração da atividade cerebral. Os “porquês” das convulsões são variados. Variados também são: os tipos de crises, o quanto elas acometem as funções cognitivas e o prognóstico (diagnóstico futuro).
Segundo a Liga Brasileira a epilepsia, como qualquer problema médico crônico, afeta não somente a pessoa que sofre de epilepsia, mas também sua família. O impacto da epilepsia em uma família depende parcialmente do tipo e da freqüencia das crises. Se a epilepsia é pouco controlada, ela pode desestabilizar a família e reduzir suas reservas financeiras e emocionais.
Falando em avaliação neuropsicológica, ela se faz necessária para determinar o local da disfunção cerebral (junto com os exames de neuroimagem); informa sobre as áreas cerebrais intactas, sobre o funcionamento da área da lesão e da área contralateral; formula hipóteses prognósticas e avalia o efeito da(s) medicação usada e o pré e pós operatório quando necessário.
Por vezes são usadas baterias fixas, que informar sobre o funcionamento geral cognitivo e são de fácil comparação com os resultados. Há casos que devem ser usadas baterias flexíveis, com de testes específicos para aprofundar o conhecimento sobre as funções cognitivas de alguns pacientes. Em avaliações pré operatória, devemos primeiramente conhecer o funcionamento atual, delimitar o hemisfério dominante, verificar as alterações do hemisfério oposto para poder auxiliar na decisão cirúrgica. Já o pós operatório podemos identificar se há alterações, comparando com os resultados anteriores além de traçar as possibilidades de tratamento e/ou reabilitação.
Percebe-se que há maior comprometimento, no caso de crianças, quando as crises ocorrem antes dos 5 anos, sendo uma epilepsia sintomática do tipo tônico-clônico generalizada, ou em casos de crises parciais complexas com freqüência elevada. No casa de adultos que apresentem a doença, como ele já esta com o desenvolvimento completo, devemos averiguar quais são as possibilidades, os “porquês” das crises estarem ocorrendo.
Os principais testes para uma avaliação infantil, você conhece abaixo, estando relacionado com a função cognitiva.
Atenção: Trail Making, Códigos, Dígitos, D2
Memória: Recuperação de Histórias, Memória para Desenhos, Rey, RAVLT
Praxias: Piaget-Head, Bender, Rey, Cubos, Armar Objetos
Linguagem: Teste das Boquinhas, Teste de Nomeação, Avaliação da Compreensão de Leitura
Funções Executivas: Semelhanças, Compreensão, Aritimética, Arranjo de Figuras, Rey, Cubos, Wisconsin, Torre de Hanói
Personalidade: Observação Lúdica, HTP, Desenho-História
Importante no pré operatório saber qual o hemisfério dominante, com isso temos a possibilidade de usar o teste BTN.

Obs: os testes citados, alguns são validados pelo Conselho Federal de Psicologia, podendo ser aplicado apenas por psicólogos. Os que não estão validados devem ser usados apenas para uma visão qualitativa das funções cognitivas.

ABÇS NEUROPSIS

fonte de consulta: site da Liga Brasileira de Epilepsia

PSICOLOGIA!!!!

Principais problemas emocionais que interferem no comportamento dos jovens.


Infelizmente, a partir do final dos anos 80 do século passado, nos consultórios médicos – pediatria, neurologia, psiquiatria e nos de psicologia, um público novo se apresentou: inicialmente os adolescentes, depois pré-adolescentes e finalmente crianças com quadros severos de pânico, fobias, depressões. Hoje, seis em cada 10 crianças e jovens de 6 a 21 anos (e até com idade menor – 3, 4 anos), já apresentam disfunções emocionais. Resultado do estilo de vida, precocidade de estímulos, desagregação familiar, drogas, álcool, mundo competitivo, excesso de estímulos, pobreza afetiva em casa, enfim, houve uma epidemia de “dor na alma” que não respeita idade, condição sócio-econômica familiar, etc..
Tais quadros afetivos interferem diretamente no aprendizado comportamento, por isso devem ser diagnosticados, tratados (inclusive com medicação que dá ótimos resultados, verificáveis em sala de aula) e prevenidos. Vamos então descrever os mais comuns:

1. TRANSTORNOS DO HUMOR

. Distúrbios de depressão maior:
É o distúrbio em que o humor muda de seu estado normal para um de imensa tristeza, medo, insegurança, irritação, ausência de interesse ou prazer. E, ainda, perda ou ganho de peso, falta ou excesso de apetite, insônia ou hiperinsônia, agitação ou lentificação psicomotora, fadiga ou perda de energia, sentimento de desvalia ou de culpa excessiva ou inadequada, perda da habilidade de pensar ou concentrar-se, indecisão, pensamentos recorrentes de morte.

1.1 . Existem diversos tipos de transtorno afetivo:
A) Recorrentes – Vêm e voltam de época em época, dependendo de problemas externos: perdas, pressão ambiental ou não.
B) Quadros leves, moderados ou graves – quanto á intensidade dos sintomas
C) Com ou sem sintomas físicos – os mais comuns: dor no corpo, tonteiras, dor de cabeça, coração disparado, falta de ar, dor no pescoço, costas e pernas, azia, gastrite, colite nervosa, tremura, náuseas e vômitos, perda ou ganho de peso, insônia ou excesso de sono, pressão lábil (altas ou quedas súbitas), hipoglicemia, desmaios, entre outros.
D) Com sintomas psicóticos – delírio de ruína (acha que vai falir, não vai dar conta no futuro), ciúme doentio, mania de perseguição, e outro mais.
1.2. Distmia (transtorno persistente do humor): síndrome do mau humor. É o eterno mal-humorado, irritado, reclamador, nervoso, que só vê o ruim, só fala do negativo. Humor depressivo ou irritável, pelo menos, por dois anos. Nunca o paciente passa mais de dois meses sem estes sintomas e muito mais dias com os transtornos do que sem eles.

. Apetite diminuído ou hiperfagia
. Insônia ou Hipersônia
. Baixa energia ou fadiga
. Baixa auto-estima
, Concentração diminuída ou dificuldade de tomar decisões
. Sentimento de desesperança.

1.3. Ciclotimia (transtorno persistente do humor): “8 ou 80” – um dia se sente o máximo, produtivo, eufórico; no outro, apático, triste, desanimado.

1.4. Mania: Sempre excitados, euforia doentia, gastos exagerados e acima de sua capacidade financeira; falantes, repetitivos. Têm idéias de grandeza, excesso de sexualidade, raciocínio rápido, baixa de juízo crítico da realidade, megalomania, idéias religiosas exacerbadas (contatos divinos, experiências místicas: são os visionários excêntricos), confusão mental, disposição física exuberante, hiperatividade física e mental. Não sentem sono ou cansaço, querem fazer muita coisa ao mesmo tempo. São acelerados, agitados e têm delírio de grandeza e de poder, além de irritados e agressivos.

1.5. Transtornos afetivos bipolares: Na verdade, os bipolares alteram fases mensais ou anuais, com características extremas (humor flutuante, altos e baixos), onde ora prevalece um profundo quadro depressivo, ora um profundo quadro maníaco.

Para uns pode haver diversas fases depressivas, que é o mais comum, e, raramente, algumas maníacas. Ou ainda diversas fases maníacas e algumas depressivas. Há também aqueles que apresentam fase maníaca e depressiva se alternando ritmicamente.

 

*texto super importante para todos os pais ficarem atentos aos seus filhos!!! Caso tenham alguma duvida sobre as palavras usadas deixe seu comentário, ou procure na fonte citada abaixo!!! abçs neurpsisss

FONTE: http://eduardoandradeaquino.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Conhecendo o Bobath

O Conceito Neuroevolutivo - Bobath é uma abordagem terapêutica que prioriza a solução de problemas. O conhecimento da Filosofia, Teoria e Princípios do Conceito Neuroevolutivo- Bobath, devem ser enfatizados e considerados em cada sessão de terapia.

O Conceito Neuroevolutivo – Bobath foi desenvolvido por Karel e Bertha Bobath em 1943, quando trabalhavam com pacientes adultos hemiplégicos e mais tarde usaram e aperfeiçoaram com crianças portadoras de Paralisia Cerebral. O tratamento baseado no conceito Neuroevolutivo passou por várias mudanças desde seu início, mas sua filosofia permanece a mesma. O que mudou foi sua teoria, já que a ciência mudou em várias áreas, ou seja, novas pesquisas levaram a mudar o nosso entendimento do funcionamento e da integração do SNC.

O conceito Neuroevolutivo é largamente usado e respeitado na Europa, USA, América do sul (principalmente no Brasil, Argentina e Venezuela) e também em alguns países da África. Desde que começou a ser mais usado, vários outros fatores, como biomecânicos e cinesiológicos, foram adicionados na definição original do Conceito.

O conhecimento dos componentes do movimento normal, ou como a criança realiza as etapas do desenvolvimento motor grosseiro, é atualmente considerada uma parte importante da sessão de tratamento. O conhecimento mais profundo da integração da função biomecânica das articulações com o movimento motor grosseiro também se tornou muito importante.

O conceito Neuroevolutivo é, como já dissemos, uma abordagem terapêutica usada para a solução de problemas de pacientes com distúrbio do movimento e da função. Cada função desejada deve ser desmembrada e analisada cuidadosamente para conseguir um maior benefício do tratamento do paciente.

O paciente e sua família são tratados e/ou considerados como uma unidade. Os familiares ou pessoas que cuidam do paciente são incluídos na sessão de terapia onde lhes são ensinadas técnicas de posicionamento, transferências, brincadeiras que deverão ser usadas em casa. Toda equipe de profissionais deve ser incluída e devem trabalhar juntos com objetivo de dar suporte para a família e tratar adequadamente o paciente.

O conceito Neuroevolutivo é usado por Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais. O uso das técnicas de tratamento talvez sejam diferentes entre as diversas especialidades, pois cada um tem objetivos variados, mas a base teórica e o conhecimento da técnica é a mesma. Sendo o Conceito Neuroevolutivo baseado no movimento normal, ele é flexível e pode ser aplicado em vários tipos de doenças.

O diagnóstico mais comum é a paralisia cerebral em crianças e os hemiplégicos adultos, porém, pode ser usado em qualquer paciente com disfunção motora. Pode ser usado em crianças com meningomielocele, distrofia muscular, hipotonia, traumatismo craniano, prematuros de alto risco ou adulto com hemiplegia, esclerose múltipla, traumatismo craniano, e em outras doenças ou trauma que produzem alterações do tônus muscular, distúrbio ou atraso do movimento. O conceito Neuroevolutivo usa equipamentos como rolos, bolas, bancos, porém, não são tão importantes como as técnicas de manuseios.
Fonte: Texto retirado do site da APAE  de Salvador e escrito pela digníssima Maria Terezinha Baldessar Golineleo é fisioterapeuta, especializada no tratamento de crianças e adultos com disfunção neurológica e instrutora do Conceito Neuroevolutivo – Bobath, reconhecida pela Abradimene e para cursos de Hemiplegia do Adulto – Conceito Bobath, professora keriiiida e muito brava!!!! 

Essa abordagem terapêutica voce tambem encontra no consultório, especialmente voltada para crianças com atraso do desenvolvimento motor. Quer saber mais, mande email, comentário ou ligue (28) 30361400

Exercícios físicos e função cognitiva


O exercício e o treinamento físico são conhecidos por promover diversas alterações, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas. Recentemente outro aspecto tem ganhando notoriedade: trata-se da melhoria na função cognitiva. Embora haja algumas controvérsias, diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias. Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido. Embora os benefícios cognitivos do estilo de vida fisicamente ativo pareçam estar relacionados ao nível de atividade física regular, ou seja, exercício realizado durante toda a vida, sugerindo uma “reserva cognitiva”, nunca é tarde para se iniciar um programa de exercícios físicos. Dessa forma, o uso do exercício físico como alternativa para melhorar a função cognitiva parece ser um objetivo a ser alcançado, principalmente em virtude da sua aplicabilidade, pois se trata de um método relativamente barato, que pode ser direcionado a grande parte da população.

FONTE: Exercício Físico e Função Cognitiva - Uma Revisão

Hanna K.M. Antunes,Ruth  Santos,Ricardo Cassilhas, Ronaldo V.T. Santos, Orlando F.A. Bueno e Marco Túlio de Mello

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Declínio Cognitivo Leve


A queixa de memória apresentada por alguns idosos distinguiu-se de quadros demenciais pela primeira vez por Kral, em 1962, utilizando-se o termo de "esquecimento benigno da senescencia", caracterizando um quadro de dificuldade a evocação de nomes e datas do passado, que poderiam ser relembrados facilmente em outras ocasiões, sugerindo assim apenas um problema de recordação da informação. Considera-se assim que um "esquecimento maligno" é a demência, seja ela de que tipo for, comprometendo mais funções cognitivas e as atividades de vida diária. Muitos estudos relatam que o declinio leve pode ser considerado uma demência leve (Alzheimer), em contrapartida, outros estudos não encontram essa evidência. A Academia Americana de Neurologia publicou parâmetros para se detectar o Declínio Cognitivo Leve (DCL), recomedando o uso de uma entrevista clínica competente, associado a testes cognitivos de rastreio e avaliação neuropsicológica. Além disso enfatizam a importância do seguimento cuidados desses pacientes para possivel detecção futura de demência.
Quer entender mais??? envie sua pergunta/comentário para nosso blog!!!
Abçs Neuropsis
Fonte: Neuropsicologia Hoje - Ed. Artes Médicas

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

NEUPSILIN

Hoje vamos falar do Neupsilin, um teste novo, comercializado pela vetor, que avalia os seguintes processos cognitivos: orientaçao temporo-espacial, atençao concentrada, percepçao visual, os 5 sistemas de memória (trabalho, verbal, episódica-semântica, visula e prospectiva), habilidades aritméticas, componentes de linguagem oral e escrita (linguagem automática, nomeaçao, repetiçao, compreensao oral e escrita, leitura, escrita copiada, espontanea e ditada), praxias e por fim dois subprocessos das funçoes executivas (resoluçao de problemas e fluencia). É um teste que foi construído frente à necessidade de um indtrumento neuropsicológico de breve aplicaçao, tendo dois focos - 1) a avaliçao neuropsicologica breve de populaçoes neurológicas e 2) criar um perfil neuropsicológico de indivíduos de 12 a 90 anos, de no mínimo 1 ano de estudo. Sua aplicabilidade se estende desde criar um perfil de desenvolvimento e ainda gerar hipóteses diagnósticas e delineamento preliminar de planos de reabilitaçao de populaçoes clínicas, tais como paciente com lesões unilaterais vítimas de AVC (derrame), TCE (traumatismos), esclerose multipla, entre outros. Atualmente é o primeiro instrumento usado no Ambulatório de Neuropsicologia do HC de Porto Alegre.
Se quiser saber mais, conhecer o intrumento ou ainda marcar uma avaliaçao ligue ou deixei seu recadim aqui no blog!!!
Saudaçoes Neuropsis!!!!

FONTE: Livro Avaliação Neuropsicológica - Ed. Vetor

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pensamentos e sentimentos!!!!

Você já parou para pensar em O QUE VOCE PENSA?
Já parou para pensar que o que você PENSA reflete no seu comportamento a todo o momento? Você tem problemas como ansiedade, medo excessivo, estresse, entre outros comportamentos que te atrapalha e que gostaria de melhorar?
A Terapia Cognitivo-Comportamental busca produzir mudanças no pensamento e no sistema de crenças do paciente, com o propósito de promover mudanças emocionais e comportamentais duradouras. Esta abordagem procura proporcionar experiências aos pacientes, dentro e fora das sessões de terapia, que alterarão suas falas negativas de modo favorável. O objetivo global é questionar diretamente e mudar os comportamentos associados às percepções destrutivas e crenças mal adaptadas. Embora o processo terapêutico possa variar de acordo com as necessidades de cada paciente, existem alguns princípios que caracterizam o procedimento clínico nessa abordagem de tratamento. Segundo, primeiramente deve ocorrer uma relação sólida de credibilidade, confiança e parceria entre o terapeuta e o paciente, a qual se estabelece pela participação ativa de ambos no processo. Outra característica da Terapia Cognitivo-Comportamental é o seu caráter educativo que viabiliza ao paciente aprender a ser o seu próprio terapeuta, a partir de orientações obtidas sobre a natureza de seu transtorno e da compreensão sobre a relação entre os pensamentos, emoções e comportamentos. Outra forma de educar o paciente é a descoberta guiada, isto é, o terapeuta faz perguntas que estimulam o paciente a refletir sobre as suas hipóteses distorcidas, explorando as evidências que as confirmam e que as desconfirmam, chegando a uma hipótese mais realista. Este procedimento evidencia o conteúdo e o significado da experiência, além de modificar a cognição, a emoção e o comportamento.

Gostou do texto? Quer entender melhor? Marque um horário – (28) 3515-1574

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ANESTESIA GERAL E DISFUNÇÃO COGNITIVA EM CRIANÇAS E IDOSOS

Sabemos que a anestesia geral é um facilitador da cirurgia moderna e de intervenções médicas , sendo considerado é uma das grandes descobertas do meio médico.

Quase todos os anestésicos modernos são derivados do Éter, no entanto, muita coisa sobre essas drogas ainda permanece misteriosa. Por exemplo, ainda hoje, os médicos estão confusos quanto ao motivo exato dos anestésicos causarem inconsciência em pacientes (dá para acreditar nisso???).

Mistérios à parte, os médicos estão felizes com o uso dos anestésicos e garantem que seu uso é feito de forma segura. Eles afirmam que se usado em pessoas saudáveis e nas doses corretas, essas drogas raramente causam sérias complicações ou efeitos colaterais, sendo baixo o risco de morte em pacientes submetidos à anestesia geral, por exemplo, de 1 em 250.000.

No entanto, investigações recentes sobre a ação desses produtos à nível celular, mostram uma possibilidade preocupante a longo prazo: que os anestésicos gerais podem potencialmente contribuir para a disfunção cognitiva em pacientes vulneráveis, como os muito jovens e os muito idosos.

Em 2007, o Dr. Zhongcong Xie, professor adjunto da anestesia no Hospital Geral de Massachusetts, e colegas publicaram o primeiro de uma série de estudos demonstrando que os anestésicos gerais comumente usados podem causar a morte celular e acúmulo de placa nas células cerebrais -uma potencial marca da doença de Alzheimer. Mais recentemente, na Clínica Mayo, em Minnesota, o anestesiologista Dr. Robert Wilder publicou um estudo que encontrou uma ligação entre a exposição à anestesia e cirurgia na infância à dificuldades na aprendizagem em épocas posteriores da vida. Ambos os médicos foram abordados com perguntas, mas como eles têm apenas os dados iniciais da pesquisa, não puderam oferecer conselhos tranquilizadores ou certezas. “O que posso dizer? Nós não temos qualquer resposta”, diz Xie. “Temos alguns sinais preocupantes, mas não podemos concluir que essas drogas causam danos cerebrais em pessoas.”

Wilder também foi cauteloso e precavido na sua resposta: “Tudo o que podemos dizer aos pais, no momento, é que não se deve fazer procedimentos desnecessários nas crianças – mas disso nós já sabíamos”, diz ele.

O impacto dos anestésicos gerais foi tema de debate na convenção anual da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA), em Nova Orleans no final de outubro, e com certeza ainda iremos escutar falar muito disso, tendo em vista essa relação preocupante e pouco esclarecida.

Se quiser ler o post original e completo, acesse o caderno de ciência e saúde do site TIME.

FONTE - Ana Katharina Leite - site: www.reabilitacaocognitiva.com.br