quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Musculação Protege o Cérebro!!!

Pesquisas demonstram que, já a partir dos 25 anos, o cérebro inicia um processo gradual e lento de declínio cognitivo, ou perda de desempenho, que evolui com a idade. Na população idosa, o declínio cognitivo já é um importante assunto de saúde pública e uma bem reconhecida manifestação clínica desse declínio são as quedas. Idosos com comprometimento cognitivo caem duas vezes mais do que os que não possuem.
Um estudo publicado no ano passado pesquisou o efeito em idosos de um treino de resistência de 12 meses no desempenho cognitivo e risco de quedas. Seus resultados mostraram que o treino realizado uma ou duas vezes por semana melhorou o desempenho cognitivo, principalmente as características de atenção seletiva e solução de conflitos.
Após a conclusão deste estudo, os participantes foram acompanhados durante mais um ano e os resultados desse acompanhamento foram liberados recentemente. Idosos que participaram do programa de exercícios de resistência conseguiram manter os benefícios cognitivos e tiveram menos quedas, gerando economia para o sistema de saúde.
O estudo contou com 155 mulheres com idades entre 65 a 75 anos. O treino de resistência foi feito em aulas de 60 minutos utilizando um aparelho para as pernas (leg press) e pesos livres. Dentro dos que faziam o treino de resistência, havia um subgrupo que treinava uma vez por semana e outro que treinava duas vezes por semana. Esse grupo foi comparado a um grupo de controle que fazia treino de tonificação e equilíbrio duas vezes por semana, realizando exercícios de alongamento, amplitude de movimento, fortalecimento básico e equilíbrio, bem como de técnicas de relaxamento.
Surpreendentemente, o grupo que conseguiu sustentar os benefícios cognitivos foi o que treinava apenas uma vez por semana, ao invés de duas. Os autores do estudo especulam que este grupo provavelmente foi mais bem sucedido em manter o mesmo nível de atividade física obtido no estudo original.
Além dos benefícios cognitivos, os benefícios econômicos do grupo de uma vez por semana também foram mantidos um ano após o estudo original. O grupo de uma vez por semana gerou menos gastos relacionados ao uso do sistema de saúde e tiveram menos quedas do que o grupo de duas vezes por semana e o de tonificação.
Este estudo mostra mais uma vez que um corpo em forma está diretamente relacionado com um cérebro em forma. Em todas as idades, exercitar o corpo beneficia o cérebro. O treino aeróbico é geralmente associado a um melhor desempenho cognitivo, mas o interessante é que este novo estudo mostra que a musculação também pode ser adicionada à nossa lista de exercícios.

fonte: cerebromelhor.com.br

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fotos (tão esperadas) do I Curso de Cuidadores realizado pela empresa GERIATRIX

                 Galera do curso, tímida por enquanto

            Palestrantes: Diana Viana (psicóloga) Cristiane Peixoto (fisioterapeuta) e Michele (enfermeira)
                      Idealizadores e patrocinadores do Curso!!!!!
                    Alunos do IFES
                   Cuidador também faz alongamento!!!!

                            Patrocínio e Propaganda

                           Aula Prática do cuidado com o idoso

Idosos hipertensos são mais vulneráveis à diminuição das habilidades neurológicas

Uma pesquisa realizada por estudiosos americanos da Harvard Medical School mostrou que os idosos hipertensos precisam dobrar a atenção sobre a pressão arterial. O controle da pressão é fundamental a todas as pessoas que sofrem de hipertensão, mas, em especial, àquelas que estão na terceira idade, pois o descontrole piora a capacidade neurológica dos pacientes com mais de 65 anos.

A pesquisa compilou os resultados de um acompanhamento feito desde 1963. Para avaliarem a evolução neurológica, os estudiosos selecionaram 357 homens em boas condições clínicas e pressão arterial estável. O estado saudável destes participantes foi notado desde o início do estudo até, no mínimo, os três anos seguintes.

A partir de 1993, os participantes passaram por testes neuropsicológicos. Os testes serviam para verificar as condições da memória recente e a fluência verbal.

Os resultados apontaram que os hipertensos que não controlavam a pressão apresentaram resultados piores, se comparados aos participantes que não sofriam de hipertensão. A piora dos resultados foi duas vezes e meia pior nos hipertensos, mesmo quando foram comparados aos participantes com mais de 80 anos.

A diminuição das funções neurológicas, como a memória, é um problema característico do avançar da idade. Como a hipertensão arterial atinge cerca de 60% da população idosa, o resultado do estudo mostra a necessidade de um controle rígido da pressão arterial.

Controle a hipertensão
Simples mudanças de hábitos são, muitas vezes, capazes de manter a pressão arterial adequada. Entre as mudanças de estilo de vida, as que mais trazem sucesso na queda da pressão são a redução do consumo de sal, a prática regular de atividade física e uma dieta rica em verduras, legumes, grãos integrais e frutas.

De acordo com o cardiologista Heno Lopes, do Instituto do Coração, em São Paulo, o conjunto de medidas saudáveis resulta em mais um ganho: a redução de peso. Manter o ponteiro da balança equilibrado também é essencial, já que a chamada gordura abdominal está por trás de muitos casos de hipertensão. Estudos mostram que uma redução de 5 a 10% de peso já faz efeito.

Mais um conselho do especialista é controlar o consumo de álcool. Heno ressalta que as latas de cerveja não devem passar de duas por dia, por exemplo. Abandonar de vez o cigarro, um dos grandes vilões da pressão elevada, é mais uma medida eficaz.
fonte: site UOL!!!

15 dicas para garantir o pleno desenvolvimento do seu bebê

Não se assuste! O seu bebê continuará a crescer rapidamente nos próximos meses. O menino aos oito meses pesa, em média, de 6,50 kg a 8,50 kg. As meninas pesam, em média, 250 g menos do que os meninos (6,25 kg a 8,25 kg). Por volta dos 12 meses, os bebês tendem a triplicar o peso com o qual nasceram e medem de 71 a 81 cm de altura. O tamanho da cabeça aumentará menos que nos primeiros seis meses. O tamanho médio da cabeça aos 8 meses é de 45 cm de circunferência; aos 12 meses é de 47 cm. Contudo, cada bebê tem seu ritmo próprio de desenvolvimento.

Quando o bebê começar a ficar de pé sozinho, você pode achar estranha a postura dele. A barriga é protuberante, e as costas ficam envergadas e oscilando para frente e para trás. Embora pareça esquisito, essa postura é perfeitamente normal e só vai se firmar mais quando o bebê desenvolver um maior senso de equilíbrio, entre os 12 e 24 meses de vida.

O pé do bebê é chato porque com esta idade ele é recoberto por uma grossa camada de gordura. Mas entre o segundo e o terceiro ano de vida, a gordura some e a curvatura do pé vai aparecer. 

Dicas para o desenvolvimento intelectual do bebê
- Converse com o bebê durante as trocas de fraldas, no banho, na hora de comer, durante as brincadeiras, passeios, e mesmo no carro, usando sempre a linguagem dos adultos;

- Dê bastante aconchego ao bebê : carregue-o sempre, abrace-o, e tenha bastante contato físico (pele com pele), para estimular um senso de segurança e bem estar no bebê;

- Preste atenção ao humor dele. Aprenda a "decifrar" suas manifestações: atenda-o quando estiver irritado e compartilhe com ele os momentos em que ele estiver contente;

- Estimule o bebê a brincar com blocos, que ajudam a desenvolver a coordenação entre as mãos e os olhos, a atividade motora e o senso de competência;

- Se você fala outro idioma, use-o em casa;

- Leia para ele todos os dias;

- Adapte sua casa para se torne um ambiente seguro quando o bebê começar a engatinhar ou a andar;

- Evite ao máximo submeter o bebê a situações estressantes ou traumáticas (físicas ou psicológicas);

- Brinque de esconde-esconde para desenvolver a memória do bebê;

- Faça com que o bebê veja outras crianças com os respectivos pais;

- Passe um tempo sentado no chão brincando com o bebê todos os dias; - Dê a ele brinquedos educativos e apropriados à idade dele, mas que sejam também seguros;

- Ensine o bebê a fazer "tchau" com as mãozinhas e a balançar a cabeça para dizer "sim" e "não";

- Respeite o bebê quando ele não se sentir à vontade na presença de pessoas estranhas;

- Certifique-se de que as outras pessoas que cuidam dele entendam a importância de desenvolver um relacionamento baseado em amor e bem estar para o bebê, e também de que lhe dêem atenção e cuidados constantes.
fonte: site UOL

Sons emitidos pelo bebê podem auxiliar diagnóstico de autismo, diz estudo!!

Cientistas americanos acreditam ser capazes de distinguir bebês autistas a partir dos sons que eles produzem.
Usando tecnologia para análise das vocalizações emitidas por 232 crianças com idades entre dez meses e quatro anos, os especialistas da University of Kansas identificaram diferenças nos sons emitidos pelas que foram diagnosticadas como sendo autistas.
A tecnologia permitiu diagnósticos corretos em 86% dos casos.
Estudos anteriores indicaram uma associação entre características vocais e autismo, mas, até hoje, o critério voz nunca foi usado no diagnóstico da condição.
O estudo americano foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Autismo é o nome dado a um grupo ou "espectro" de condições caracterizadas pela inabilidade de comunicação ou empatia com o outro, falta de traquejo social, traços obsessivos e comportamentos repetitivos.
Universal
Os cientistas americanos analisaram quase 1.500 gravações com um dia de duração feitas através de aparelhos fixados nas roupas das crianças.
Mais de três milhões de sons infantis foram usados na pesquisa, diz o estudo.
Os pesquisadores se concentraram em 12 parâmetros específicos associados ao desenvolvimento vocal do bebê.
Entre eles, o mais importante foi a habilidade da criança emitir sílabas bem formadas a partir de rápidos movimentos da mandíbula e língua.
Os especialistas acreditam que esses sons constituem as fundações das palavras.
Nas crianças autistas com até quatro anos de idade, o desenvolvimento nesse parâmetro é mais lento.
"Essa tecnologia poderia ajudar pediatras a fazer testes de autismo para determinar se o bebê deve ser examinado por um especialista para diagnóstico", disse o pesquisador Steven Warren, da University of Kansas, um dos envolvidos no estudo.
Ele explicou que a nova técnica pode identificar sinais de autismo aos 18 meses de idade. Atualmente, a média de idade das crianças diagnosticadas com a condição nos Estados Unidos é 5,7 anos.
E quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais eficazes são os tratamentos, acrescentou o especialista.
Outro ponto forte da tecnologia, ele explica, é que ela se baseia em padrões sonoros ao invés de palavras e pode ser usada para testar crianças de qualquer país.
"Pelo que sabemos, os aspectos físicos da fala humana são os mesmos em todas as pessoas", disse Warren.
fonte: BBC Brasil

Sobrepeso pode atrasar desenvolvimento motor do bebê, sugere estudo

Bebês gordinhos podem ser adoráveis, mas o sobrepeso pode atrasar seu desenvolvimento motor - incluindo as habilidades de rolar, engatinhar e sentar -, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Avaliando 215 bebês em diversos momentos até os 18 meses de idade, os pesquisadores observaram que mais de 70% apresentaram sobrepeso no período, e essas crianças mais gordinhas tinham maior probabilidade de ter atraso no desenvolvimento motor
As análises mostraram que 20% daqueles acima do peso tiveram esse atraso indicado em testes de 14 a 21 habilidades, e 23% dos bebês que apresentaram níveis acima da média de gordura na barriga, no braço e na parte de cima das costas também apresentaram problemas no desenvolvimento motor. Os pesquisadores observaram, por exemplo, que a incapacidade de permanecer sentado por 30 segundos era duas vezes mais comum em bebês com sobrepeso do que naqueles com peso e níveis de gordura normais.
Desenvolvimento motor
Geralmente, um bebê de três meses equilibra sua cabeça, senta com apoio e rola; com seis meses, senta sozinho e rasteja, porém, se tem atraso no desenvolvimento, com esta idade, não consegue ficar sentado por 30 segundos sem apoio e nem rola. Com 18 meses de idade, problemas no desenvolvimento motor fazem com que não tenham equilíbrio para andar para trás e para os lados ou para se manter sobre um pé por dois segundos. Normalmente as crianças começam a caminhar entre nove e 12 meses e, aos 18, consegue caminhar para trás e subir escadas.
“É importante que os pais ofereçam um espaço seguro, onde os bebês podem e são encorajados a explorar, mas bebês com sobrepeso podem limitar a exploração apropriada para a idade ao alcance de seu braço”, destacou a pesquisadora Meghan Slining. Apesar desses resultados, os especialistas destacam que, sem examinar outros grupos de crianças por meses e anos, não se pode saber se o excesso de peso e gordura corporal causa o atraso das habilidades motoras em crianças mais velhas.

Fonte: The Journal of Pediatrics. 15 de março de 2010.

Bebês são capazes de entender o ponto de vista de outra pessoa

PARA MINHA FASE MÃE COLOCAREI UNS POST SOMENTE SOBRE COMPORTAMENTO E COGNIÇÃO DE BEBÊS E CRIANÇAS!!! BJOS A TODOS E FELIZ 2011!!!!

Bebês de até sete meses conseguem perceber e compreender o ponto de vista de outra pessoa, segundo um novo estudo na revista "Science".
Antigamente considerava-se que essa habilidade, conhecida como "teoria da mente", só se desenvolvia a partir dos 3 ou 4 anos de idade.
"Crianças mais novas têm dificuldade em acompanhar cenários complicados", afirmou Ansgar Endress, psicólogo cognitivo do MIT e um dos autores do estudo. Assim, em vez disso, Endress e seus colegas usaram um cenário simples para testar as habilidades perceptivas de bebês e adultos.
Eles exibiram vídeos animados onde uma bola rolava por trás de uma parede e, a cada vez, ou ficava ali, ou rolava para fora do campo de visão, ou rolava para fora do campo de visão e retornava. Na animação também havia um personagem de cartum, mas nem sempre ele testemunhava o destino final da bola.
Os adultos foram capazes de determinar mais rapidamente onde estava a bola quando a opinião do personagem correspondia à verdadeira localização - indicando que os adultos levavam em consideração a perspectiva do personagem.
Embora esse monitoramento tenha sido mais difícil nas crianças, os pesquisadores descobriram que os bebês fitavam a tela por mais tempo quando a expectativa do personagem sobre o local da bola não correspondia à realidade.
A partir disso, eles deduziram que os bebês compreenderam o ponto de vista do personagem do vídeo.
Segundo ele, a pesquisa pode ajudar os psicólogos a entender melhor o funcionamento de uma sociedade.
"Se a pessoa quer trabalhar em conjunto, se quer cooperar, se quer se comunicar - isso só é possível quando se considera a perspectiva do outro", concluiu ele.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como funciona nossa memória...simples e explicativo!!!


Por Dr. Bernard CroisilE
A maneira como nosso cérebro armazena, mantém e acessa a memória é um processo fascinante. Apenas recentemente é que neurocientistas e pesquisadores acadêmicos começaram a realmente entender como esse processo complicado funciona. As informações que chegam até nós são processadas de três formas primárias:
  • Memória Sensorial – A memória sensorial é usada para descrever nossa habilidade de reter impressões de informações que chegam através dos nossos cinco sentidos. Uma memória sensorial pode existir para qualquer desses canais sensoriais:
    • Memória visual | visão
    • Memória auditiva | audição
    • Memória tátil | tato
    • Memória olfativa | olfato
    • Memória gustativa | paladar
Cada um desses tipos de memória é importante e deficiências em qualquer um deles pode tornar certas tarefas mais difíceis. Por exemplo, deficiências na memória visual podem afetar sua habilidade de ler e escrever. Deficiências na memória auditiva podem afetar sua habilidade de compreender palavras ou lembrar informações que foram apresentadas verbalmente.
Um dos maiores fatores que separa a memória sensorial dos outros tipos de memória é que esse tipo de memória é geralmente armazenado no seu cérebro por menos de dois segundos. Essa breve janela de tempo nos dá tempo suficiente para processar, analisar e interpretar a mensagem que chega. Se julgarmos a informação importante o suficiente, nós a movemos para o próximo tipo de armazenamento.
  • Memória de Curto Prazo / Memória de Trabalho – Quando a informação é julgada importante, nós a movemos da memória sensorial para nossa memória de curto prazo. Através da memória de curto prazo, a maioria dos seres humanos pode lidar com aproximadamente 7 informações durante uns 30 segundos. Podemos estender esse período “ensaiando” a informação, repetindo os pensamentos em nossa mente, o que ajuda a movê-la para a memória de longo prazo. A maioria das informações é perdida (esquecida) na memória de curto prazo. Os limites da memória de curto prazo tornam impossível para qualquer um lembrar tudo que experimentam. Até pessoas com “memória fotográfica” não conseguem se lembrar de tudo, ao contrário da crença popular.
  • Memória de Longo Prazo – Se a informação tiver sorte o suficiente de sobreviver os primeiros dois estágios, ela terá a chance de ser processada e encontrar um lugar em sua memória de longo prazo. Uma metáfora comum é que a memória de longo prazo é a biblioteca do cérebro. Como uma biblioteca tradicional, a informação na memória de longo prazo é classificada, arquivada e indexada de diversas formas. Porque somos criaturas espaciais, e na maior parte organizamos nossas vidas baseadas no tempo, nossas memórias de longo prazo são organizadas por data e hora cronologicamente. O sistema de catalogação de longo prazo do nosso cérebro é complexo, mas é composto por três componentes chave:
    • Memória semântica: A parcela da memória de longo prazo que cuida de formular nossas ideias, significados e conceitos.
    • Memória processual: A parcela da memória de longo prazo que nos ajuda a lembrar como fazer as coisas.
    • Memória episódica: A parcela da memória de longo prazo que se refere à nossa habilidade de resgatar experiências pessoais do nosso passado.
Temos que admitir, esse é um resumo muito breve do que compõe nossa memória e de forma alguma é exaustivo. Além disso, existem definições especiais dentro da memória que fogem da esfera dessa progressão de três estágios. Por exemplo, existe um aspecto da memória que descreve o aumento de sensibilidade da nossa mente subconsciente a certa informação quando nós somos expostos a ela diversas vezes ao longo de um período de tempo. Um exemplo do mundo real é nossa habilidade crescente de lembrar melhor o nome de um colega de trabalho depois que você o ouviu pela quinta vez, ao invés de quando ouviu pela primeira vez.
Estudos mostram que nossa memória melhora com a prática e fazer jogos de memória é uma ótima maneira de se conseguir justamente isso, e de se proteger do declínio cognitivo.  Experimente e você rapidamente estará na direção de melhorar sua memória.

domingo, 28 de novembro de 2010

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS

Por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perdera noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos,ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição deeventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processarconscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive umaexperiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos paracompreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmentecolocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque pareceque o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado,nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos,lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lêcom os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabequal marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para amente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga aexperiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas,pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações,-.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo echeio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioriadas pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acabasendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ouregistros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tireférias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, efrio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas deaniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciandoo dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes demomentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visiteparentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor docabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiênciasdiferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, vejaoutras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade,emoção, rituais e vida.
E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs !
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tomar sol ajuda proteger os neurônios

Dermatologistas costumam alertar: para expor a pele aos raios solares é preciso aplicar protetor, o que evita câncer e envelhecimento precoce. Mas fugir do sol também traz consequências graves para o cérebro. Pesquisadores descobriram que a ausência de vitamina D no organismo pode comprometer funções cognitivas. Embora seja mais conhecida por promover saúde dos ossos e regular os níveis de cálcio, a vitamina desativa enzimas cerebrais que participam da síntese de neurotransmissores e do crescimento neuronal. Com essas descobertas, pesquisadores esperam que no futuro a vitamina ajude no tratamento de pacientes com Alzheimer.

“Sabemos que há receptores de vitamina D espalhados por todo o sistema nervoso central e hipocampo. Além disso, ela ativa e desativa as enzimas no cérebro e no fluido cerebrospinal envolvidas na síntese de neurotransmissores e no crescimento dos nervos”, explicou o pesquisador Robert J. Przybelski, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin. Os estudos em animais e em laboratório sugerem que a substância pode proteger os neurônios e reduzir a inflamação.


Dois novos experimentos revelam mais novidades sobre o assunto. O primeiro, conduzido pelo neurocientista David Llewellyn, da Universidade de Cambridge, avaliou o índice da presença da vitamina em mais de 1.700 ingleses com mais de 65 anos. Os voluntários foram divididos em quatro grupos de acordo com os índices da substância encontrados no sangue: profundamente deficiente, deficiente, insuficiente e excelente; em seguida, foram testados quanto à função cognitiva. Os cientistas descobriram que, quanto mais baixos os níveis, maior o impacto negativo no desempenho na bateria de testes mentais. Se comparados a pessoas do grupo excelente, os que apresentavam valores mais baixos corriam mais risco de ter alguma deficiência mental.

O segundo estudo, conduzido por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concentrou-se nos níveis de vitamina D e no desempenho cognitivo de mais de 3.100 voluntários entre 40 e 79 anos em oito países europeus. As informações mostram que os participantes com níveis mais baixos demoraram mais tempo para processar informações. Essa correlação foi particularmente expressiva entre os homens com mais de 60 anos.

“O fato de essa relação ter sido estabelecida em larga escala e em um estudo com seres humanos é muito importante, mas ainda há muito a ser estudado. Embora saibamos que o baixo grau da vitamina está associado ao comprometimento mental, não descobrimos se os altos reduziram a perda cognitiva”, salienta Przybelski.

Pelo fato de o comprometimento cognitivo ser, em geral, precursor da demência e do Alzheimer, a vitamina D é tema em constante discussão entre os cientistas que tentam responder a essas questões. Przybelski, por exemplo, planeja um estudo sobre isso para verificar se afetará a incidência de Alzheimer em longo prazo. Então, quanto de vitamina D é suficiente? Alguns especialistas dizem que de 15 a 30 minutos de exposição ao sol, de duas a três vezes por semana, seria o ideal para adultos saudáveis. É importante lembrar que fatores como a cor da pele, o local de residência e a área exposta ao sol afetarão o volume de vitamina D produzido por cada um.
fonte: mente e cerebro!